Em destaque

CONTR(AÇÃO)

Vivamente concebido mas nasceu morto… A gestação foi bonita, o frio na barriga, os pensamentos de tudo que poderia vir a ser, aquela sensação de finalmente estar completo. A paixão! Essa euforia que faz parecer que tudo passa em torno do próprio umbigo. Aquela sensação de controle de quem carrega o outro para onde forContinuar lendo “CONTR(AÇÃO)”

Em destaque

Me distraio com Borboletas

“Se distrai com qualquer borboleta que passar”, sou dessas. Essa bailarina com asas quando se apresenta tem platéia garantida. E sei que não estou sozinha, bem por isso esta associada à distrações e devaneios. Seja pela suavidade, pela calma, cores, câmera lenta, elegância, elas não passam despercebias nem mesmo junto as multidões. Mesmo tão frágeisContinuar lendo “Me distraio com Borboletas”

Em destaque

Escolhendo Viver

A borboleta e sua metamorfose nos trás a representação de uma drástica mudança sentida de forma branda e tranquila. Um animal que ao recolher-se passa por uma transformação tão surpreendente que muda seu estado terrestre para ganhar os céus. Já a história da águia, longe da sutileza da borboleta, fala de renovação pela via da dorContinuar lendo “Escolhendo Viver”

Em destaque

A Neurótica – Mundo da Lua

Quando se esta em apuros qualquer jacaré vira tronco, já dizia o ditado. Mas no caso dela uma lagartixa já estava de bom tamanho. Tinha uma amiga que era super astral. Fazia loucuras com os dentes dos jacarés que encontrava pela vida, não era risco, mas aventura. Jogada na cama feita feito um saco de ossos,Continuar lendo “A Neurótica – Mundo da Lua”

A Neurótica, Grão de areia

Quartzos granulados, rocha sedimentada, dureza esfarelada, eis a areia. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura, já dizia o ditado. Difícil assimilar que a persistência e força da água parece superar a rigidez de uma rocha. A menina sentou lá, na areia, magoada com tantos dessabores da vida, endurecida no coração eContinuar lendo “A Neurótica, Grão de areia”

Eu Plural

Eu pedi mudança, ele soprou bons ventos Eu sou a tempestade, ele é a âncora Mas preciso te dizer que esse Ele está dentro do meu Ela Dentro desse meu Eu existe um Nós que me precede Meu eu é tu, nós, eles Tú, nós, elas são meu eu Olha para ti mas não sóContinuar lendo “Eu Plural”

As direções do tempo

Eu sempre tive pressa, quem sabe no início à pressa era do outro, mas o que é do outro vira nosso rapidinho. O famoso “enquanto você está indo já estou voltando” para mim se tornara mais ou menos assim: Estou voltando e me parece que me faltou ir, pois de tão acelerada, não enxerguei oContinuar lendo “As direções do tempo”

Lesão na Alma

O medo era o fiel companheiro dela. O que ela não sabia é que se tratava de um triângulo amoroso. Ela, o terrorista e o medo. Acontecia que o terrorista adorava usar trajes de amor, ternura e asas de anjo. O mensageiro do medo a esperava todos os dias de braços abertos e a alertavaContinuar lendo “Lesão na Alma”

Íntimo Inverno

O inverno tem sua beleza, mesmo que às vezes seja difícil despir-se dos floriamentos, da fartura frutífera, da tal nova em folha. De que serve uma árvore nua? Nudez imaginária, pois o que a mantém em pé nunca é por nós totalmente revelada, suas raízes. A raiz está no submundo, onde é escuro e úmido.Continuar lendo “Íntimo Inverno”

FalaDor

A dor fala E como fala! Tagarela inconveniente Parasita sem sentimento Uma anestesia vai bem.. Ela diz que eu amordaço sua expressão E Eu acho que ela é só insatisfação Difícil aguentar! Passei a fingir que estava ouvindo para ver se ela calava Pois a infeliz me questionava sobre o que ela tinha dito… AContinuar lendo “FalaDor”

Coração de Mãe

Mãe, Será que um dia terei o teu tamanho? E se eu chegar lá, onde será meu abrigo nos dias de sol e de chuva? Quem sabe eu sonhe alto demais. Mas para te ver eu ainda preciso olhar para cima, porque tu sabe ganhar o céu mesmo com os pés enraizados no chão. IssoContinuar lendo “Coração de Mãe”

Divisor

Não quero vida dividida, quem sabe apenas recortada. Recortes da cena, de quem tem um olhar singular. Olhar que passa por todos os sentidos. Inclusive o sexto, o sétimo e o oitavo. E todos os números que a matemática e a fala pode contar. Porque até os sentidos são separados? Que sentido tem separar osContinuar lendo “Divisor”

Água corrente

Eu escapo entre os dedos… Das mãos em concha que tentam segurar a água do mar… Parte de mim fica pelo caminho… E o que sobra firma castelos de areia… A mão concha é o lugar que eu mais quero estar… Que faz dos grãos de areias um lugar de criar… Mas eu sou fluida,Continuar lendo “Água corrente”

Brinco com Fogo

Eu labareda, encontrei tu, fogo de palha. Tu fogo de palha, me encontrou, aquela que queima a largada. Mas seja o que for, é fogo! Paixão é o calor do corpo que queima a alma. E eu que pedi tanto para descansar no teu colo, Justo daquele que me desassossegou… Paixão é viver cansado. PaixãoContinuar lendo “Brinco com Fogo”

Olhos de Criança

Não sobrou nenhuma certeza; Tampouco restaram dúvidas Depois que passei a levar a vida mais a sério tudo ficou mais divertido. Quem é muito cheio de si sabe que anda meio vazio. Gente vazia e de alma pequena é para quem está de brincadeira. Em frente! Sempre! Mas Com coração de gente vivida e olhosContinuar lendo “Olhos de Criança”

O Corte

Um corte machuca Um corte faz esvaziar a sensibilidade Quem contorna toca o outro Quem contorna sente Quem sente toca na flor da alma da gente Quem contorna floresce Quem corta emudece Quando muda, regue Com o tempo ela cresce e floresce Ela terá um corpo de palavra e uma natureza forte Essa força queContinuar lendo “O Corte”

Malaquita, Quita o mal

Nosso bem mais precioso é o tempo e o lugar mais especial é o espaço. Chove, chove há dias. É domingo. Me deparo com uma despensa vergonhosa de embalagens fechadas de mais de ano para uma possível ocasião especial. Não que as ocasiões especiais não tivessem chegado, mas eu não lembrei do passado para viverContinuar lendo “Malaquita, Quita o mal”

Olhando com a pele

Que eu não me olhe… Nem tão perto onde eu não possa me enxergar Nem tão longe onde eu possa me perder Nem tão dentro a ponto de me prender Nem tão fora onde eu não possa protagonizar mais Que eu me olhe com o tato… Vento a gente não vê, mas sente Sentir éContinuar lendo “Olhando com a pele”