CORES-AGEM

“Viver é melhor que sonhar” diria Elis Regina. A vida acontece na vida, passar a vida pensando é como ensaiar a existência. O pensamento é o adversário mais cruel da coragem e o melhor aliado da cautela, que por vezes nos faz recuar. Precisamos constantemente esquecer de tudo que pode dar errado no dia, casoContinuar lendo “CORES-AGEM”

Me distraio com Borboletas

“Se distrai com qualquer borboleta que passar”, sou dessas. Essa bailarina com asas quando se apresenta tem platéia garantida. E sei que não estou sozinha, bem por isso esta associada à distrações e devaneios. Seja pela suavidade, pela calma, cores, câmera lenta, elegância, elas não passam despercebias nem mesmo junto as multidões. Mesmo tão frágeisContinuar lendo “Me distraio com Borboletas”

Escolhendo Viver

A borboleta e sua metamorfose nos trás a representação de uma drástica mudança sentida de forma branda e tranquila. Um animal que ao recolher-se passa por uma transformação tão surpreendente que muda seu estado terrestre para ganhar os céus. Já a história da águia, longe da sutileza da borboleta, fala de renovação pela via da dorContinuar lendo “Escolhendo Viver”

Já sei!

Onde foi que nos perdemos e que passamos a acreditar que inteligência é nota boa ou falar bonito?  Os conceitos de inteligência emocional, resiliência desconstroem a ideia de que ser intelectual é ser inteligente. Inteligência é a possibilidade que temos de criar saídas diante das dificuldades que aparecem no cotidiano. Inteligência e criatividade estão muitoContinuar lendo “Já sei!”

Deprimidos no Natal

Desde muito crianças, aprendemos as palavrinhas mágicas para acessar o mundo do outro. Ainda que alguns defendam que é questão de boa educação, não deixa de ser uma forma de amolecer um coração, pedindo com carinho para poder entrar. A mágica acontece quando aprendemos a usar as palavras:  Por favor e Obrigado. Já diria oContinuar lendo “Deprimidos no Natal”

A Neurótica – Pedra da Lua

Enquanto ouvia “Total Eclipse of the heart” da diva Bonnie Tyler, sentia o cheiro da infância no carro velho dos pais. Pedia para repetir a música a viagem toda, mesmo sem entender uma palavra de inglês. Não era romântica, tampouco dramática, mas a música era a trilha sonora perfeita para seus pensamentos. Quais eram? ProvavelmenteContinuar lendo “A Neurótica – Pedra da Lua”

Viva o Luto – Descansa em Paz

Viver é perder. A cada não que nos é dito, a cada privação,  nos preparamos para as grandes perdas que teremos no caminho. Pessoas que foram poupadas de perder, muito protegidas das frustrações, vão tendo dificuldades bem evidentes de lidar com essa dor.  Quando pensamos em perdas, associamos a coisas mais concretas ou palpáveis. Perda deContinuar lendo “Viva o Luto – Descansa em Paz”

Manejo das Importâncias

Não existe ato que não seja impulsivo, até pensar muito sobre algo é uma impulsividade. Somos eternos imprudentes. As significações vão aparecendo depois, naquele passo para trás para poder ver de fora. Engana-se quem pensa que avaliamos a vivência pelo que foi bom ou ruim, mas pelo que foi importante. Quem consegue viver só deContinuar lendo “Manejo das Importâncias”

A Neurótica – Turquesa

A Neurótica lembrou de uma lembrança que nunca aconteceu. Mas desejou tanto essa cena que virou verdade, e de vez em quando é assim, lembrava de um futuro que já tinha vivido. Passado, presente, futuro, sua cronologia é outra e ela brinca de confundir as estações. Sente calor ao lembrar do futuro inverno ao ladoContinuar lendo “A Neurótica – Turquesa”

A Neurótica – Jade

Trocou de roupa quatro vezes, inventou alguns defeitos em cada uma das composições, deitou na cama como se preferisse vestir-se com o lençol a qualquer item do armário. Uma mulher começa a sair de casa muito antes de seu compromisso, quem sabe um ranço histórico, já que as mulheres sempre fantasiavam muito mais sua saída deContinuar lendo “A Neurótica – Jade”

Copo Meio Vazio

Junto comigo, na sala de espera do hospital havia um senhor que iria operar o joelho, primeira anestesia geral da vida daquele homem. Eu, com supostamente metade de sua idade celebrava meu quinto aniversário dessa anestesia que simula muito bem a morte, a força entrega de quem resiste em querer viver. Ele estava muito nervosoContinuar lendo “Copo Meio Vazio”

Sem Parteira

Pode parecer normal para a maioria, mas a gente desacredita que passa boa parte da vida feito mito grego. Diz o mito, que em princípio tínhamos quatro braços, quatro pernas, todos os sexos. Fomos repartidos e desde então ficamos buscando nossa metade perdida durante a vida. O mito pode parecer bizarro, mas a grosso modo, nãoContinuar lendo “Sem Parteira”